O roubo. Sensação de impotência e impunidade.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Crônica que demonstra o sentimento interior e a decepção de alguém que teve sua casa invadida por larápios desse mundo inseguro e sem justiça.


Janela quebrada por ladrões.
by Telma M.
Chegar no seu refúgio após doze dias é muito bom.
No entanto, é decepcionante quando se encontra a porta entreaberta...
Pior ainda quando a janela do seu quarto está toda destruída, as gavetas espalhadas e remexidas, vidros quebrados, sua casa devassada por um infeliz desconhecido qualquer, que se acha no direito de invadir o espaço alheio.

Ainda bem que a piscina ainda estava lá.
Também não roubaram meu sol nem meu ar puro e muito menos meu oxigênio. As paredes também não puderam ser levadas.
Tenho um porta joias, aparentemente vazio, que encontrei jogado no chão.
Coitado do gatuno, nem imagina o valor que desprezou... inestimável!
Ganhei da minha querida tia Néca que o deu repleto de carinho. Só que carinho é invisível e o infeliz não viu; senão teria levado.

Teria levado mas não conseguiria vender, pois é impagável.
Minha tia tinha tanto carinho para distribuir para todos os sobrinhos que ninguém se sentia em desvantagem. Ela nunca economizou carinho com ninguém, muito menos com seus sobrinhos.

Se o infeliz gatuno tivesse percebido o valor que desprezou, teria levado meu porta joias, não para vender, mas para desfrutar do carinho contido na pequena peça.
Depois das quatro horas da tarde choveu, mas então, a diversão na piscina já havia desbancado a tristeza e decepção da primeira impressão de encontrar minha casa devassada por gatunos.

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