O armário do vovô Serafim: bugigangas e bolinhas de argila.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Caixinha de bugigangas.
by Telma M.
Gosto de quase tudo relacionado com artes manuais. Estou sempre tentando fazer alguma peça de artesanato. 
Para isso, vivo escarafunchando minha caixinha de inutilidades para ver se há algum objeto que eu possa utilizar para executar o tal artesanato que imaginei. 
Dificilmente não encontro uma coisa ou outra que me seja útil.
Essa mania de guardar coisas eu herdei de meu avô Serafim.


Serafim Saturnino era seu nome. O velhinho tinha um armário em sua varanda (que ele chamava de “caramanchão”) lotado de ferramentas, partes de objetos irreconhecíveis, parafusos e arames de todos os tamanhos e espessuras, pregos gigantes, pregos minúsculos. Até pregos enferrujados meu avô guardava numa infinidade de caixinhas e embrulhinhos empoeirados.

Lembro-me que minha avó “implicava” com aquele armário. Ela dizia: “Serafim, joga isso fora, aí dentro deve ter aranha caranguejeira, se facilitar deve ter até cobra. Um dia você leva uma picada...”
Meu avô dava uma risadinha, piscava para mim e respondia: “Tô jogando, Rosa, tô jogando.”
Guardava tudo no armário, colocava uma corrente com cadeado na porta e saía. Ele descia a rua, direto para o campo de “bocha” e lá ficava até a hora do almoço, quando subia a rua assobiando sua musiquinha sem graça, mas sempre a mesma.

Minha avó conhecia o assobio de longe e corria esquentar a comida, que colocava no prato bem na hora que ele entrava pela porta da cozinha e sentava na cadeira de palha que ficava na cabeceira da mesa de granilite vermelha, pronto para almoçar.

Meu avô Serafim também me ensinou a fazer esferas de argila.
Ele fazia essas esferas para substituir as “bolinhas de gude” que meus irmãos viviam perdendo. Naquele tempo era moda os meninos brincarem no quintal jogando bolinhas.

Eu mesma cheguei a jogar esse jogo, e era boa nisso, mas perdia-se muitas bolinhas para outros jogadores mais espertos. Meu avô se cansava de comprar mais.

Os meninos não gostavam das esferas de argila porque elas soltavam pó nas mãos, por isso eles não se conformavam com as substitutas, mas algumas vezes eram só essas que haviam disponíveis, então o jeito era jogar bolinhas de gude sem gude.

Muito tempo depois, eu descobri que essas bolinhas de argila servem para usar em vários artesanatos. Costumo preparar algumas e deixar guardadas em minha caixinha de inutilidades para usá-las quando for necessário.
Quem tiver curiosidade pode ver como eu preparo as esferas de argila lendo o artigo “Esferas de argila para usar em bijuterias. Brincando com barro.”

Brinque com a argila, além de criar bijuterias e objetos bonitos, você estará fazendo terapia, pois trabalhar com artesanato é muito relaxante.

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2 comentários:

  1. Olá queridona !!!!

    Amei conhecer a história de seu avô, que postagem deliciosa !!!
    Também sou apaixonada por trabalhos manuais e já me arrisquei em muita coisa, pintura, argila, costura, etc, adoro !!!Vira e mexe também estou aqui aprontando alguma e inventando moda, acho terapêutico !!
    Aproveito para desejar um 2012 belíssimo para você e sua família, com muita paz, saúde, amor, sucesso e alegrias e agradecer pela amizade e por estar sempre presente me ajudando no blog com suas participações e carinho !

    Grande beijo !!!

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  2. Olá querida Samanta, que 2012 seja iluminado para todos nós!
    Agora, se formos falar de participação e carinho, você sai na frente...
    Bjs

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