Fusos Horários ou Zonas Horárias. Entenda como são determinados.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fusos Horários. Zonas Horárias. Fuso horário teórico. Fuso Horário civil ou político. Linha de mudança de data. O que são e como são definidas as padronizações de horário do planeta.


Fuso Horário civil ou político
by Roberto M.
O que são fusos horários? Quantos são os fusos horários existentes no nosso planeta? Como são definidas as zonas horárias? O que é fuso horário teórico? O que é fuso horário civil ou político?
Vimos no artigo “Diferenças de horário no planeta” que devido ao movimento de rotação da Terra, há diferenças de horário de região para região e, que essa variação depende da longitude em que determinada região se encontra.

Para organizar e padronizar essas diferenças, foram criados os fusos horários ou zonas horárias, usados para definir as regiões da Terra que terão a mesma definição de tempo, ou seja, o mesmo horário.

Como o dia tem 24 horas e o globo terrestre tem 360° de longitude (180° para oeste e 180° para leste, em relação ao meridiano de Greenwich), a superfície terrestre foi dividida em 24 fusos horários.
Cada fuso corresponde a uma faixa que tem horário próprio (qualquer ponto dessa faixa está no mesmo horário).

Essas faixas medem mais ou menos 15° de longitude, pois 360° de longitude dividido por 24 (número de horas do dia) dá exatamente 15°. Dessa forma, de leste para oeste, a cada 15° o horário diminui uma hora.
Por exemplo, uma diferença de 30º de longitude entre dois locais representa uma diferença de duas horas.
A essa divisão em faixas medindo 15° cada uma chamamos de fuso horário teórico.
Fuso Horário Teórico. Divisão em faixas de 15°.

Mas na prática, essa divisão de 15 em 15 graus não é absolutamente exata. Nem sempre é conveniente mudar o horário exatamente desse modo.

Muitas vezes, respeitando esse critério de divisão, uma cidade poderia ser cortada ao meio pelo meridiano múltiplo de 15°. Isso seria meio esquisito, pois poderia acontecer de uma pessoa, simplesmente, ao atravessar a rua da cidade, ter que adiantar ou atrasar o relógio em uma hora.

Para evitar esse tipo de problema, geralmente, os governos estabelecem as diferenças de fusos horários de acordo com seus interesses políticos.

A ilha da Groelândia, por exemplo, se fosse seguido exatamente o critério de divisão de 15 em 15 graus, teria três ou quatro fusos horários, pois de leste para oeste abrange aproximadamente 55° de longitude. No entanto, o governo local decidiu estabelecer apenas um fuso horário.
O mesmo ocorre em várias outras localidades, onde, para facilitar a vida da população é estabelecido o mesmo fuso horário para todo o território.

Se observarmos um mapa-múndi com os 24 fusos horários representados, poderemos perceber que os fusos dificilmente formam figuras perfeitas, limitadas por linhas retas, como deveria ser na teoria. Na prática, muitas vezes as linhas fazem curvas, alargando-se em determinados pontos e estreitando-se em outros. A essa divisão chamamos de fuso horário civil ou político.
Fuso Horário Civil ou Político. Divisão de acordo com interesses políticos

O “marco zero” dos fusos horários é o meridiano de Greenwich, ao redor dele (7,5° para leste e 7,5° para oeste) fica o primeiro fuso.
A partir desse fuso horário, as horas vão aumentando 1 hora a cada fuso para leste até chegar ao décimo segundo fuso (o ultimo a leste).
Para oeste, as horas vão e diminuindo 1 hora a cada fuso até chegar ao décimo segundo fuso (o ultimo a oeste).

Assim, por exemplo, quando no fuso inicial é meio-dia, no primeiro fuso para leste são 13 horas e no primeiro fuso para oeste ainda são 11 horas.

Note que a faixa do décimo segundo fuso, tanto a leste como a oeste, só mede 7,5°. A linha de intersecção desses dois fusos é a chamada linha de mudança de data.

O décimo segundo fuso a leste possui o horário mais adiantado do planeta, enquanto o décimo segundo fuso a oeste possui o horário mais atrasado do globo terrestre. Ao “atravessar” a linha que une esses dois fusos, muda o dia (data), ou seja, se de um lado é sábado, do outro já é domingo, ou vice-versa.
Bibliografia: Vesentini, J. William & Vlach, Vania – Geografia Crítica – Vol. I – Editora Ática.

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