As mil faces da palavra “meia” confundindo o turista estrangeiro.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Nem sempre as palavras que dizemos são tão claras, para os outros, como imaginamos. Veja, no texto abaixo, o quanto é confuso, para um estrangeiro, entender a palavra “meia” em português.


Explicando os significados da palavra meia.
by Roberto M.
Certas palavras, na língua falada, podem trazer algumas confusões na hora da interpretação do seu sentido, principalmente para os estrangeiros que não têm muita intimidade com o idioma.

É o caso da palavra “meia” que, dependendo do contexto, pode atrapalhar os interlocutores.
Em princípio, “meia” é um substantivo feminino que pode significar duas coisas.

Ou é aquela peça de vestuário que serve para cobrir o pé e parte da perna ou quer dizer metade de alguma coisa.
Entretanto, dependendo do modo que é colocada, pode dar margem a diferentes interpretações.

Recebi, por e-mail, um desses textos que ficam rodando pela internet que mostra, de maneira divertida, as dificuldades que uma pessoa pode ter para entender certas informações. Ainda que, às vezes, falando o mesmo idioma.
Acompanhem o diálogo acontecido, na recepção de um teatro em Fortaleza, entre um funcionário do estabelecimento e um turista Moçambicano que, apesar de falar a mesma “língua Portuguesa”, não estava acostumado com o “português” praticado no Brasil.

DIÁLOGO ENTRE UM BRASILEIRO E UM MOÇAMBICANO

Turista: Olá, por favor, onde posso comprar o ingresso para a peça?
Funcionário: Olá, boa noite, o guichê “meia três” está vazio.

Turista: Desculpe, qual guichê?
Funcionário:Meia três”.

Turista: Não entendi, poderias escrever?
Funcionário: Não sabe o que é “meia três”? Sessenta e três, assim, veja: 63.

Turista: Ah, entendi, *meia* é *seis*.
Funcionário: Isso mesmo, meia é seis.

Turista: E qual é o preço do ingresso?
Funcionário: Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam *meia*.

Turista: Ah! que bom. Então eu, que sou estrangeiro, pagarei *seis* reais.
Funcionário: Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?

Turista: Pago meia? Só cinco? Então, *Meia* é *cinco*?
Funcionário: Isso, meia é cinco.

Turista: Tá bom, *meia* é *cinco*.
Funcionário: Cuidado para não se atrasar, a peça teatral começará às oito e meia.

Turista: Então já começou há quinze minutos, são oito e vinte.
Funcionário: Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às oito e meia.

Turista: Pensei que fosse 8:05, pois *meia* não é *cinco*? Você pode escrever aqui a hora que começa?
Funcionário: Oito e meia, assim, veja: 8:30

Turista: Ah, entendi, *meia* é *trinta*.
Funcionário: Isso mesmo, oito e trinta.

Turista: Ao final da peça, qual será a dificuldade de eu arranjar um táxi para a casa do amigo onde estou hospedado?
Funcionário: Em que bairro?

Turista: No Trinta Bocas.
Funcionário: Trinta bocas? Não conheço esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?

Turista: Isso mesmo, no bairro *Meia* Boca.
Funcionário: Não é meia boca, é um bairro nobre.

Turista: Então deve ser *cinco* bocas.
Funcionário: Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?

Turista: Ah! Entendi. Vou comprar o ingresso, então.
Funcionário: Só mais uma coisinha, senhor. Normalmente não se entra na sala de espetáculos de sandálias. Seria interessante o senhor colocar uma meia e um sapato...

O africano desmaiou...
Fonte: Adaptado do original de Jansen Viana em “Trocando seis por meia dúzia

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