As Amazonas da Líbia. As subversivas guerreiras anti-homens.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Na antiga Grécia eram contadas histórias sobre mulheres que andavam a cavalo, manipulavam o arco e a flecha com rara habilidade e se recusavam a viver com os homens. Estas exímias guerreiras eram conhecidas como Amazonas.


As amazonas, mulheres guerreiras.
by Roberto M.
Segundo a mitologia grega, as amazonas eram raça lendária de mulheres guerreiras que não permitiam a convivência com o sexo oposto senão na época do acasalamento.
Essas mulheres eram treinadas em todo tipo de armas, incluindo o arco, a espada, o machado de guerra e a lança. 
Copiaram dos gregos as cotas de malha de bronze e as armaduras.

Símbolo da mulher livre, repudiavam o casamento e se recusavam a obedecer ou submeter-se ao jugo e ao domínio masculino.
Apenas uma vez por ano tinham contato com homens com a finalidade precípua de procriar e assim dar continuidade a seu povo. Praticavam o coito com homens anônimos escolhidos ao acaso nas aldeias da redondeza. Só tinha o direito de abandonar a virgindade a mulher que houvesse matado um homem em combate.

As Amazonas quando davam à luz, somente mantinham entre si as crianças nascidas do sexo feminino. Os meninos, ou eram executados, ou devolvidos a seus pais para que fossem criado em outras terras.
Habitavam o Cáucaso e as fronteiras da Cíntia, mas à medida que os gregos expandiam suas conquistas no Mar Negro, seu habitat foi sendo transferido para regiões mais remotas.
Na historiografia greco-romana, existem diversos relatos de incursões das amazonas na Ásia Menor. As amazonas foram associadas a diversos povos históricos, ao longo da Antiguidade Tardia.

Um desses relatos é contado pelo historiador Diodoro da Sicília, que viveu por volta do ano 50 a. C.
Na sua narrativa, Diodoro fala sobre as amazonas da Líbia, que naquela época compreendia um território que ia do Norte da África ao Oeste do Egito.
Diz a lenda que o país era governado por uma rainha, Myrina e que o império era uma Ginecocracia, ou seja, somente às mulheres era permitido exercer funções oficiais, inclusive as militares.

Myrina com seu exército de amazonas composto de trinta mil mulheres na infantaria e três mil cavaleiras atravessou o Egito, a Síria, até o mar Egeu, vencendo uma série de exércitos masculinos pelo caminho.
Quando, enfim, a rainha Myrina foi derrotada, seu exército se dispersou, mas deixou marcas na região: as mulheres da Anatólia pegaram em armas para debelar uma invasão do Cáucaso depois que os soldados homens foram aniquilados num imenso genocídio.

Narrativas posteriores contam que as amazonas lutaram contra os gregos em Tróia, mas Aquiles matou uma de suas rainhas, Tentesiles.
Quando Hércules, num de seus trabalhos, arrebatou o cinturão da rainha Hipólita, e sua irmã Antíope foi raptada por Teseu, as amazonas, em represália, invadiram Atenas, onde foram aniquiladas.
Para os gregos, as amazonas não pertenciam apenas ao domínio da lenda. Muitos escritores procuraram emprestar fundamentos históricos às aventuras das guerreiras ginecocratas.

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