Zonas abissais e a vida nas profundezas.

sábado, 10 de março de 2012


A enorme boca permite que, ao encontrar suas presas, o diabo do mar capture o maior número possível delas, já que nem sempre é fácil conseguir alimentos em seu habitat. Os espinhos são sensores. Vive a até 3 400 metros de profundidade
by Roberto M.
O que é região abissal? Há vida nas profundezas dos oceanos? O que é ser abissal?
Há lugares nos oceanos que podem chegar a ter uma profundidade de quase 11 mil metros, como é o caso do fosso de Mariana, no oceano Pacífico. 
Para se ter uma ideia, o monte Everest, um dos pontos mais altos do planeta, com quase 9 mil metros de altitude, caberia inteiramente dentro desse fosso.
 
As pressões, a uma profundidade como as do fosso de Mariana, são insuportáveis para os seres humanos.

A luz solar, ao incidir sobre a água do mar, não consegue iluminar além dos 200 metros de profundidade. A partir daí reina a escuridão total.
Entretanto, escuridão total e altas pressões não significam inexistência de vida; há seres aquáticos que se adaptaram à escuridão dos oceanos profundos e conseguem viver sob altíssimas pressões.

Alguns tipos de lulas, polvos, vermes e moluscos, além de muitos peixes, têm sido descobertos nas regiões profundas.
As regiões profundas dos oceanos, envolvidas na mais completa escuridão e detentoras de pressões muito altas, são as chamadas regiões ou zonas abissais.

Como reina a escuridão total, nas regiões abissais não ocorre fotossíntese, existe pobreza de nutrientes e a temperatura é muito baixa.
E de onde os seres vivos que vivem nas profundezas, os seres abissais, retiram alimento?

Na realidade, a cadeia alimentar começa na superfície.
Peixes e outros animais que vivem mais próximos à superfície nutrem-se de pequenas plantas e de pequenos animais.
Esses, por sua vez, servem de alimento a peixes e animais maiores que conseguem chegar a uma profundidade um pouco maior.
Os últimos são alimento dos animais que vivem um pouco mais abaixo, e assim sucessivamente: os animais que vivem um pouco mais acima servem de alimento para os que vivem um pouco mais abaixo.

Os animais que vivem nas regiões abissais não podem se arriscar a subir muito, pois estão adaptados a viver sob altas pressões. Se submetidos a pressões menores, podem até explodir.
Assim como nós não podemos suportar altas pressões, por estarmos adaptados às baixas, os animais das regiões abissais não podem subir às baixas pressões por estarem adaptados às altas.

Dizem que os peixes abissais comem-se uns aos outros, têm bocas enormes e às vezes engolem presas maiores que eles próprios, já que seu estômago é elástico e aumenta de tamanho.

O tamanho dos habitantes das zonas abissais é variado. Alguns não ultrapassam poucos centímetros, outros, como a temível enguia marinha gigante, podem chegar a 6 metros de comprimento.
Nas profundezas, para amenizar a escuridão, existe o fenômeno da bioluminescência: alguns seres abissais emitem luz própria produzida por células luminosas ou vivem em parceria com bactérias luminosas.

A bioluminescência ajuda a atrair os parceiros da mesma espécie e também atua como isca para os peixes carnívoros atraírem suas presas.
Bibliografia: Cesar, Sezar & Bedaque – Entendendo a Natureza, O mundo em que vivemos - Editora Saraiva – 13ª Edição.

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Um comentário:

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