A História da Divisão do Pacote de Biscoitos. Nem tudo é o que aparenta ser.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


by Roberto M. 
Muitas vezes, nós cometemos um erro, não temos a mínima consciência de que erramos e ainda nos damos ao luxo de ficarmos bravos e indignados com as pessoas que eventualmente nos alertem sobre esse erro.
Dia desses, aconteceu um caso desses na minha presença. “Alguém” cometeu uma gafe qualquer sem se dar conta, “outra pessoa” o alertou sobre o deslize. “Alguém” ficou injuriado com a reprimenda e fica agora dizendo aos quatro cantos que “outra pessoa” é isso, é aquilo, que não tinha o direito de dizer nada, etc. e tal.
Vendo  toda essa cena, lembrei-me de uma fábula que ilustra muito bem esse tipo de situação. Ela nos ajuda a perceber a importância da humildade para que um erro seja reconhecido, a importância do pedido de desculpas e que nem sempre dá para consertar um erro cometido. É a história do casal dividindo um  pacote de biscoitos no saguão do aeroporto. Vamos a ela:
Certo dia uma moça estava na sala de embarque de um aeroporto, esperando a hora de entrar no avião.
Como havia muita neblina, os vôos estavam todos atrasados e a espera iria ser grande. Ela, então, resolveu comprar um livro para passar o tempo e também um pacote de biscoito para “enganar” o estômago.
Procurou por um lugar tranqüilo para ler e descansar, achou  uma poltrona numa parte reservada do aeroporto e lá se instalou.
Logo em seguida, ao lado dela se sentou um homem. Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um do mesmo pacote. Ela se sentiu indignada, não disse nada, mas pensou: "Mas que homem desagradável. Eu deveria lhe dar um soco”.
Entretanto, a situação não melhorou. A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Ela ficava cada vez mais indignada, mas não conseguia reagir.
Quando apenas um biscoito restava no pacote ela pensou: "O que será que esse atrevido vai fazer agora?"
Então o homem pegou o último biscoito, dividiu-o ao meio, deixando a outra metade para ela.
Aquilo a deixou muito nervosa e tremendo de raiva pegou o seu livro, a suas coisas e dirigiu-se ao embarque que já havia sido liberado.
Ao sentar-se confortavelmente em seu assento, para sua surpresa, fez uma constatação estonteante: o seu pacote de biscoito estava ainda intacto, dentro de sua bolsa.
O homem havia dividido os biscoitos dele com uma imensa bondade, sem sentir um mínimo de indignação, enquanto ela ficara totalmente transtornada.
Ela sentiu muita vergonha ao perceber o erro, mas já não havia mais tempo para pedir desculpas. Ela nunca mais viu o homem.

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2 comentários:

  1. Olá Telma !!

    Adorei a história, retrata bem os dois lados desta situação e mostra que muitas vezes a nossa indignação está totalmente equivocada !
    Seria bom se fôssemos mais tolerantes e menos impulsivos nestes momentos.
    Obrigada por compartilhar conosco !
    Grande beijo e bom fim de semana !

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  2. Não conhecia a fábula, amiga Telma. Que situação, heim? Já me vi em situações similares, prejulgando sem conhecer a pessoa.
    Aproveito para agradecer sua visita ao meu blogue.
    Meu afetuoso abraço,
    Yolanda

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