A Cigarra e a Formiga. No "PALHACIL" a versão da fábula é outra.

sábado, 13 de novembro de 2010


by Roberto M. 
Primeiro vou resumir a Versão Clássica da fábula de Esopo.
Era uma vez, uma formiga que trabalhava duro durante o escaldante verão, construindo sua morada e acumulando suprimentos para o longo inverno que se aproximava.
A cigarra olhava e pensava: - Que formiga tola, prá que trabalhar se é tão gostoso ficar aqui somente me divertindo. E o tempo todo ria, cantava e dançava.
 
Dessa maneira passou o verão e chegou o inverno. No frio rigoroso, enquanto a formiga estava protegida e com alimentação garantida, a cigarra morreu de fome e congelada.
MORAL DA HISTÓRIA: - Trabalhe!  Pense no futuro, previna-se! Caso contrário você sempre se dará mal.

Agora vou contar a Versão Mentiras Veríssimas da mesma fábula, oriunda de um país fictício chamado “PALHACIL”, cujo adjetivo pátrio é “Palhaceiro”.
Era uma vez, uma formiga que trabalhava incessantemente no verão para construir sua morada e acumular suprimentos para o longo inverno que se aproximava.
A cigarra só observava e falava para si mesma: - Que formiga boba, prá que trabalhar, a diversão é tão boa. E passou o verão dando gargalhadas, cantando e dançando.
Quando chegou o inverno, a cigarra, tremendo de frio, armou uma barraca de lona na entrada da morada da formiga, convocou toda a imprensa e exigiu explicações:
- Por que as formigas têm direito a uma morada aquecida e a uma boa alimentação, enquanto as cigarras estão ao relento morrendo de fome?
A imprensa em peso compareceu. Rádio, Televisão, Jornais e Revistas. As maiores redes de comunicação marcaram presença.                                                       
Fizeram reportagens e mais reportagens. Mas em nenhum instante, em reportagem alguma, foi dito que aquilo que a formiga estava usufruindo era fruto de seu árduo trabalho durante o verão e que a cigarra havia passado o verão inteiro se divertindo sem trabalhar.
Tiraram muitas fotos da cigarra tremendo de frio e com sinais de desnutrição.
As imagens dramáticas na televisão mostravam uma cigarra em deplorável condição. Em seguida, mostravam a formiga em sua morada confortável, com uma mesa farta e variada.
Um repórter policial de programas vespertinos da TV chegou a apresentar um quadro de 20 minutos, mostrando a cigarra cambaleante.
O povo "palhaceiro" ficou perplexo e chocado com o contraste.
A BBC de Londres e a CBS dos EUA mandaram ao "PALHACIL" equipes para fazerem reportagens especiais.
As notícias receberam apoio imediato do Partido do governo, que logo cogitou aprovar uma Emenda Constitucional que aumentasse os impostos das formigas e também obrigasse as comunidades a promoverem a integração social das cigarras.
Com o exagero das novas tributações, que inclusive foram apuradas retroativamente, a formiga não agüentou e pediu falência.
A Assembléia Legislativa do "PALHACIL" de imediato instalou uma CPI para investigar uma eventual falência fraudulenta da formiga abastada. Havia suspeitas de que as formigas tinham desviado recursos do Banco Central e praticado lavagem de folhas.
A cigarra decidiu invadir a morada da formiga e lá acampou!
A formiga pediu ajuda à polícia que informou não dispor de efetivo para atender ocorrências desta natureza. Tudo porque o Secretário de Segurança desejava evitar confrontos com os "SEM MORADAS".
Na justiça, o pedido de reintegração da Morada, foi negado. Um novo ramo do direito foi invocado: a formiga não provou a produtividade da Morada.
A Morada da formiga acabou desapropriada, pelo Ministério da Reforma Agrária, por não cumprir sua função social, em seguida foi entregue à moribunda cigarra.
O Ministério da Justiça do "PALHACIL" descobriu, em jornais antigos, que a cigarra, no passado, já havia sido presa por seqüestros e assassinatos, greves e assaltos. Crimes políticos que deveriam ser recompensados com sua inclusão no grupo dos perseguidos, com direito a indenização federal e pensão vitalícia.
O inverno passou. Novamente chegou o verão. As formigas trabalham duramente. As cigarras cantam e dançam e dão gargalhadas...
MORAL DA HISTÓRIA? - Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!

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5 comentários:

  1. Sem contar que eu ouvi falar que a cigarra não trabalhava por estar já acomodada com a política do "bolsa inseto", para insetos menos favorecidos, além da bolsa que ganhava pra ela e pra família por ter estado presa no passado, da bolsa educação para suas cigarrinhas e da bolsa de auxílio moradia. Dessa forma pra que ela iria querer trabalhar?



    E sem contar que outra cigarra tentou o mesmo movimento sensacionalista pra cima da abastada barata, mas, por esta por ser deputada federal em Palhacil e ter suas riquezas de inverno obtidas com o suor do povo, conseguiu abafar o caso e ninguém mais fala disso até hoje.

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  2. Exelente conto, real, se não nos prevenirmos, trabalharmos para armazenar bens, valores, no futuro poderemos ter falta e assim passaremos por dificuldades temos que ser prudente.
    Abraço.

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  3. Olá parabéns pelo blog muito bom, exelente conto, infelizmente é isso que acontece nos dias atuais, pura realidade.

    gostaria de saber se posso colocar um link desta postagem no meu Blog.

    http://linksbrasilnet.blogspot.com

    Abraços.

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  4. Obrigada por sua visitas, queridos amigos.
    Ao Anderson, eu agradeço seu interesse. Pode sim publicar um link no seu site.
    Abraços

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